O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se periodicamente para definir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic. Para o investidor de renda variável, essa reunião é um dos eventos mais importantes do calendário macroeconômico, pois a taxa de juros é a gravidade que atrai ou repele o capital da Bolsa de Valores.
Juros em Alta vs. Bolsa de Valores
Quando as taxas de juros estão elevadas, os investimentos em renda fixa tornam-se extremamente atraentes devido à segurança e retornos garantidos. Isso faz com que fundos e investidores institucionais retirem capital da renda variável (bolsa) para alocar em títulos do governo, gerando uma pressão de baixa nos preços das ações.
O rito de queda nos juros e a retomada alcista
Por outro lado, quando as taxas de juros entram em ciclo de queda, a renda fixa perde rentabilidade real. Para buscar lucros maiores, o capital flui massivamente de volta para a Bolsa de Valores, aumentando a demanda por ações, financiamento corporativo de expansão e gerando os famosos movimentos de bull market.